Maria Helena da Silva e Eduardo José da Silva, pais de alunos

pais e avos de alunos

Pude acompanhar a história da Escola durante um longo tempo e testemunhar a continuidade e o aperfeiçoamento de uma proposta inovadora de educação iniciada sob a a direção de Amabília, proposta que tem como princípio básico (que nos levou a escolher esta, e não outra escola) o profundo respeito ao aluno, como condição para a realização de qualquer intervenção ou ação.

Vivemos, ao longo da vida, uma quantidade imensa de experiências. Algumas são inesquecíveis e são impagáveis como contribuição à nossa formação. Dentre estas estão as ações de pessoas e de ambientes onde convivemos, que contribuem para mudar as nossas vidas. São experiências que nos desafiam a pensar, a assimilar atitudes e hábitos que nos acompanham pelo resto do tempo e com as quais verdadeiramente aprendemos.

Lembro que quando meus dois filhos mais velhos tiveram que sair da Experimental, porque terminaram a 4ª série, resolvemos – por conveniência de transporte – tirar também o mais novo, então na 2ª série e matriculá-lo na mesma escola dos irmãos, apesar de termos sido desaconselhados por Bisa a tomar esta atitude. Com menos de dois meses nos arrependemos de não ter considerado o que nos disse a educadora. Acostumada a uma turma pequena, a um espaço de convivência onde todos a conheciam, onde se sentia acolhida e estimulada na sua criatividade, a criança rejeitou o ambiente de turma grande, e essa rejeição se revelou rapidamente no seu comportamento, nos desenhos que fazia, antes tão vivos e coloridos e agora pálidos. Resultado: voltamos à matriculá-lo na experimental, que o acolheu de braços abertos, e dali ele só saiu na 4ª série.

Como dizia o mestre Anísio Teixeira, que inspirou e inspira a prática pedagógica da Experimental, “educação é vida e não preparação para a vida”. É a reflexão e reconstrução contínua da experiência vivida, dos atos que praticamos, o que nos faz crescer e aprender a ser cidadão. Agradecemos muito à Experimental por ter despertado nos nossos filhos e, mais tarde, na nossa neta, esta consciência.