Processo Criativo da ExperimentARTE – Ensino Fundamental

Me chamo Marcelo Morais. Tenho 22 anos.

Mas depois desse trabalho, não sei se é melhor ter 22, 10 ou até mesmo 8.

Fotografar crianças é como cair em outra dimensão, conhecer e reconhecer um mundo que quase sempre deixamos de lado ou não damos a atenção necessária. Um mundo que é tão fundamental na nossa formação, mas não essa formação que tá todo mundo procurando, mas sim, nossa formação como ser humano. Como um ser capaz de sentir o mundo e o outro em si próprio.

Percebi durante esses 8 dias de trabalho que a criança tem sede pela vida. Sede de aprender tudo a sua volta, de querer se perceber em tudo que aprende e ainda mais, de querer expressar tudo que sente.

Percebi também que viver é ser paciente, tudo tem seu tempo e nada pode ser mais rápido do que já é.

Descobri que uma simples bola de gude pode ser, na verdade, uma pedra de evolução Pokémon, e que limites só são colocados pela nossa própria mente.

Criança é quem ela quer ser, quando ela quer ser e como ela quiser ser. Criança é capaz de voar sem asas, nadar sem água e subir uma montanha sem sair do chão.

Criança é capaz de ser tudo.

Acho que talvez a gente precise ser mais criança.